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Como comentei com vocês, é uma barra segurar uma das mais importantes coisas que já aconteceu na sua vida do mundo e, principalmente, das pessoas próximas a você.

Quando se está grávido, você vive praticamente todo o dia pensando no pequeno ‘alien’ que está crescendo na barriga da sua parceira, nas inúmeras fraldas que você vai ter que comprar, nos enjoos da sua mulher, na reforma da casa para receber o filho, nas futuras noites de sem dormir, na saúde do bebê, na sua saúde financeira, no parto, na sua viagem planejada para a Ásia que nunca mais vai acontecer… enfim, em um monte de coisa que você NÃO PODE DIVIDIR COM QUASE TODO MUNDO PRÓXIMO DE VOCÊ!

Segurar uma gravidez sem falar para as pessoas mais chegadas é como estar em uma ilha deserta pegando a Gisele Bündchen e não ter ninguém para compartilhar. Ou seja, não tem a menor graça.

Mas, por causa do medo da frustração, por conviver de perto com muitas gravidez que não vingaram e causaram decepção e necessidade de justificativas, preferimos segurar um pouco a emoção e sofrer sozinhos.

O primeiro trimestre é a fase mais crítica para abortos e malformações decorrentes de doenças e deficiências nutricionais maternas.

Eu até fui pesquisar sobre o tema para saber mais. Isso acontece porque o embrião possui a metade da carga genética do pai e que essa bagagem acaba sendo “estranha” para o organismo da mãe.

Se tudo der certo, o bebê ‘dribla’ o sistema imunológico da mãe e consegue chegar ao útero com o talento de um autêntico camisa 10, dando início ao seu desenvolvimento e à formação da placenta, que vai nutrir e protegê-lo até o final da gestação.

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Porém, há casos em que o ‘meia atacante’ (feto) não mostra a que veio e o sistema imunológico da mãe acaba rejeitando e ‘expulsando’ o embrião por considerá-lo um corpo estranho, o que leva ao aborto precoce.

Nesses três meses, eu me sinto um mero técnico, tentando comandar a equipe do banco de reservas, mas consciente que quem tá lá no campo vai resolver. Minha função é, pelo menos, tentar manter a ordem no vestiário, evitar discussões com a torcida e tornar o clima no clube o mais ameno possível para que a partida se desenvolva e nenhum jogador seja expulso do campo.

Então, bola pro mato que o jogo é de campeonato!

(10ª semana)