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Com um misto de estranheza e alegria, eis que comemoro (particularmente, só com minha mulher) meu primeiro Dia dos Pais sem ser Pai.

Explico-me melhor.

Como estamos na gestação, mas o bebê ainda não veio ao mundo, é estranho se assumir como pai. Imagino que seja a mesma sensação que Rogério Ceni teve quando foi à Copa do Mundo de 2002 como terceiro goleiro. Ganhou o Mundial sem jogar nenhum jogo, assistindo de camarote ali na beira do campo.

Somado ao fato que pouquíssimas pessoas sabiam, passei o dia desejando Feliz Dia dos Pais a muitos amigos, familiares e conhecidos, com aquela angústia de não poder revelar a todos que também tinha entrado no time dos paizões!

E, para minha surpresa e felicidade, eis que ganhei meu primeiro presente: um legítimo charuto Cubano! Minha companheira e a Uva me deram (Uva é o feto que está dentro da barriga dela, que uso como comparativo o guia de tamanho do aplicativo para o feto para ficar muito mais visual).

O charuto já está reservado e será devidamente consumido no dia do nascimento do nosso futuro rebento (Mentira, acabei fumando ele no dia em que revelei que seria pai com meus amigos).

Apesar de comemorar na clandestinidade, foi bem especial este Dia dos Pais. Aproveitei o ensejo e o almoço em família para falar para o meu velho o quanto ele é e foi importante na minha vida e para a minha formação. Nem preciso dizer que nos emocionamos todos (esse é um ato bem comum da família Filomeno).

E de lambuja, ainda fiz uma pequena surpresa ao meu irmão mais velho, que também estava grávido, anunciando que a priminha ganhará uma companhia em março do ano que vem. Mas isso é assunto para outro post…