Um recente estudo realizado pela Universidade de Oxford sugere que os bebês do sexo feminino tem uma vantagem natural na gravidez quando comparado ao sexo masculino.

Os pesquisadores descobriram que a resposta para o fato de as mulheres portadoras de bebês menina estatisticamente terem gravidezes mais fáceis do que aquelas que carregam meninos bebês estão na placenta.

No estudo publicado na Molecular Human Reproduction, verificou-se que os genes produzidos pela placenta são diferentes em homens e mulheres. “Descobrimos que, com bebês do sexo feminino, existe uma expressão muito maior de genes envolvidos no desenvolvimento da placenta, manutenção da gravidez e tolerância imune materna”, disse o co-autor do estudo, Sam Buckberry em entrevista para o HealthDay.

“Sabemos há algum tempo que as meninas estão ganhando claramente na batalha pela sobrevivência”, disse Claire Roberts, principal autora do estudo, de acordo com a HealthDay.

Os resultados deste estudo podem explicar por que os bebês meninas são menos propensas a ter um parto prematuro, morte neonatal, entre outros problemas gestacionais.

Esta produção de diferentes genes na placenta também pode explicar outras diferenças de gênero que existem ao longo da vida. “Os bebês masculinos geralmente crescem mais rápido e maiores do que as fêmeas. Isso ocorre nos mundos animal e humano, mas até agora não entendemos realmente como ou por quê”, acrescentou Roberts.

Nossos genes ajudam a determinar se nossos corpos se desenvolverão como feminino ou masculino. A maioria dos seres humanos nasce com 46 cromossomos em 23 pares. Os homens têm um cromossomo X e um Y, enquanto as mulheres têm duas cópias do cromossomo X.

A diferença biológica entre homens e mulheres é resultado da determinação e diferenciação do sexo. A determinação, que acontece na concepção, controla se um embrião se tornará um macho ou uma fêmea. A diferenciação é o desenvolvimento real do sexo.

Os resultados deste estudo poderiam ajudar os cientistas a desenvolver opções de tratamento específicas de gênero para mulheres grávidas, apontam os pesquisadores.

Fonte: Health Life

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