2 palavras que você precisa parar de dizer aos seus filhos

Existe uma vertente de pensamento que diz que quanto mais tempo você passar com seu filho, melhor será. Outros, já apostam não na quantidade, mas na qualidade do tempo empregado.

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Com este segundo modelo, a escritora australiana fez um importante relato no site Kidspot sobre como sua relação com os filhos mudou a partir do momento em que ela resolveu abolir duas palavras do seu vocabulário. Vale a pena conferir:

“Minha vida é muito corrida. Às vezes me preocupo com o fato de estar muito ocupada com emprego em tempo integral, três filhos, faculdade em meio período e um marido que trabalha em turnos. Às vezes eu sinto que é demais e me pergunto como seria a vida se eu ficasse em casa com as crianças.

Mas então eu penso sobre o quanto eu amo o meu emprego, e como ele me dá flexibilidade suficiente para tornar o trabalho em tempo integral possível e ainda assim conseguir buscar as crianças nos cursos extras e ter tempo para mim mesma.

Mas na semana passada, uma colega falou algo que realmente me fez pensar.

“Há duas palavras que eu digo o tempo todo e eu realmente preciso parar”, disse ela.

No começo, quando ela falou isso para mim, tirei sarro. Eu não faço isso … mas depois caiu a ficha. Eu faço, sim. E muito!

2 palavras que você precisa parar de dizer aos seus filhos

Quando estou fisicamente presente, posso não estar presente mentalmente. E não é necessariamente uma tela ou o meu celular que estão atrapalhando. É um resultado da minha rotina, em que eu escolhi fazer muitas coisas de uma vez só, sem querer abrir mão de nada.

“Mãe! Você pode cantar uma música comigo?”, perguntou minha filha Olivia, de três anos, enquanto eu separava as roupas dela e organizava as peças para o dia seguinte.

“Deixa eu só terminar de guardar isso aqui”, respondi. Na hora, o sorriso sumiu de seu rosto, seus ombros caíram, e ela olhou para o chão. Eu deixei de lado o cesto de roupas dobradas. Eu precisava que ela soubesse que é mais importante do que algumas peças de roupa.

“CABEÇA, OMBRO, JOELHO E PÉ. JOELHO E PÉ, JOELHO E PÉ…” Eu comecei a cantar e ela rapidinho começou a me acompanhar.

Ficamos de frente uma para a outra no tapete vermelho no meio do quarto dela, cantando o mais alto que podíamos, fazendo a dancinha e acelerando os movimentos a cada interpretação. Acabou com nós duas morrendo de rir no chão de seu quarto, só quatro minutos depois.

Naquela noite, eu fui dormir na mesma hora de sempre, porque consegui fazer tudo o que precisava com praticamente a mesma quantidade de tempo. As lancheiras das crianças estavam prontas. Os uniformes da escola estavam separados. Minhas coisas estavam arrumadas para que eu pulasse dentro da roupa e estivesse pronta para pegar o trem para o trabalho às 5h30 do dia seguinte.

Duas palavras simples, que parecem inofensivas quando estão sozinhas, mas que ganham um significado rude quando estão juntas: “Eu só…”

Essas duas palavras estavam me atrapalhando como mãe e como esposa, então foi quando eu percebi que precisava parar de usá-las.

2 palavras que você precisa parar de dizer aos seus filhos

Banir essas duas palavras é um pouco difícil, pode até parecer impossível, mas quando você para e pensa no que isso significa para a pessoa com quem você está falando, você tem vontade de repensar e fazer as coisas de um outro jeito.

“Mãe! Vem ver isso!” Meu filho Charlie, de oito anos, me chamou do chuveiro, enquanto eu estava arrumando a casa depois do jantar e cozinhando ovos para comer. Ao mesmo tempo, eu estava tentando vestir a Olivia, lavar a louça e esperando a água atingir o ponto de ebulição. Foi um daqueles momentos em que tudo estava acontecendo ao mesmo tempo e ele estava me chamando para me mostrar a mesma coisa boba que sempre faz no vidro do box do banheiro.

Mas em vez de dizer essas duas palavras, optei por uma alternativa: “Não esta noite, Charlie. Tente de novo amanhã!”

Nossos filhos (e parceiros) realmente precisam ser ouvidos. Então, em vez de deixar claro que o que eles estão pedindo é menos importante do que os pratos, os e-mails ou as mídias sociais, pare por um minuto.

Seja bobo, brinque com eles, sente-se e tome um café com seu marido. Dê a eles esses poucos minutos, porque, no fim das contas, eles vão lembrar de ter cantado “cabeça, ombro, joelho e pé” com você até morrer de rir, mas não vão lembrar do tempo que você gastou para guardar as roupas.”

Por isso, papais, ao invés de se culpar pela ausência de tempo e de outros compromissos que precisam cumprir durante o dia, tentem reservar o tempo com seus pequenos com o máximo de qualidade possível, evitando distrações ou coisas do tipo. São esses minutinhos e brincadeiras que ficarão na memória deles para sempre!

Fonte: Kidspot

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