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Se você é, assim como eu, um marinheiro de primeira viagem, aposto que tem um monte de dúvidas e certezas nem tão reais do que significa paternidade.

Muito disso levado ao jeito como você foi criado, a experiências de amigos e pessoas próximas, ou aquilo que você acredita que a sociedade espera de você.

Eu mesmo, quando descobri que seria pai, comecei a correr atrás de informação. Pude constatar que existem vários canais, livros e revistas que falam com a gestante e meia dúzia de gato pingado que balbucia algo para aquela ‘pecinha insignificante’ ao lado da mulher: o pai.

O que eu posso dizer a você, homem, não desista. Quanto mais se informar, maior é a chance de se tornar um pai que gostaria de ser.

Para te ajudar nesta empreitada, separei alguns mitos difundidos sobre a paternidade que você não pode acreditar

Só os sentimentos da gestante é que importam

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As grandes mudanças físicas e hormonais acontece no corpo da mulher durante a gravidez. Não podemos negar a importância disso, mas os sentimentos do pai não pode ser deixado de lado.

Junto com a gravidez, vem o medo e diversos questionamentos. Como será o desenvolvimento do feto? Será que a gravidez terá alguma complicação? O relacionamento vai mudar? Será que o filho não vai atrapalhar minha carreira e objetivos de vida?

Para amenizar estes receios, é importante estabelecer bons diálogos sobre a gravidez e chegada do bebê. Essa interação vai aproximar mais o casal, além de um poder dar o suporte para o outro.

Fora do relacionamento, é importante que o homem encontre amigos ou pessoas próximas com quem possa desabafar ou trocar a experiência.

Os recém-nascidos não precisam dos pais

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Não há como negar a forte ligação da mulher com o bebê, que inicia na barriga e intensifica durante a amamentação. Mas será que o pai é uma pecinha totalmente dispensável neste quebra-cabeça?

Somente se ele assim o quiser…

Muitos estudos apontam que a relação entre o bebê e o pai pode-se iniciar ainda na barriga, com o pequeno acostumando com o timbre de voz do homem.
Com ele fora da barriga, você pode proporcionar conforto e segurança a seu filho, segurando no colo, fazendo-o dormir, conversando e cantando com ele.

Já que você não foi agraciado com o dom da amamentação, que tal ajudar a sua companheira ficando com o pequeno depois da mamada, para ele arrotar, segurando a bronca quando ele quer só colo, ou tomando conta quando sua mulher descansa ou tem um minuto de descanso?

Homens não sabem cuidar de bebês

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Como que seres, brucutus, conseguem cuidar de algo tão frágil quanto bebês? Basta simplesmente querer. Mulher não nasce mãe, homem não nasce pai, tudo é uma questão de interesse e boa vontade.

Bebê não é um bicho de sete cabeças e, logo no início, terá funções muito básicas (mamar, dormir, chorar e cagar). Embora você não possa dar de mamar, você pode muito bem pegar no colo, dar banho, colocar para arrotar e trocar fraldas. Exemplos de homens que cuidam de bebês sozinhos não faltam.

O bônus desse convívio é que você vai estreitar a relação com seu filho e conhecerá muito mais suas necessidades e vontades.

Homens que se dedicam aos filhos não estão bem profissionalmente

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A licença paternidade de cinco dias é a constatação que a sociedade não incentiva uma paternidade participativa do homem. Você não precisa viver para trabalhar, e este conceito já foi desmistificado há tempos.

Muitos caras estão equilibrando suas jornadas profissionais com mais tempo com a família. Isso, além de gerar mais satisfação pessoal, pode até dar mais disposição na volta ao trabalho.

Você será um pai igual ao que teve
Seu pai vivenciou outras épocas, teve outras oportunidades e não tinha o acesso a informações e canais de estudos que você tem hoje. Você só vai seguir os seus passos se assim quiser.

Você pode enxergar os aspectos positivos da sua criação, além de outras experiências positivas ao seu redor. Absorva aquilo que for acrescentar em sua vida e não tenha medo de descartar o lixo. Só assim você vai criar sua própria identidade paterna.

E antes e pirar nesta fase da vida, saiba que a paternidade não é uma coisa imutável. Você tem o poder de fazer dela o que quiser para atender às suas necessidades, assim como as da sua família. E o melhor de tudo é que tem tempo para absorver tudo isso, o chamado período da gravidez.