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Chorar, mamar, arrotar, sujar a fralda, dormir. Essas são as funções básicas de um recém-nascido. Se você parar mesmo observar, nenhuma delas depende de você, homem.

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Então, se você está esperando que o pequeno abra aquele sorriso quanto te ver das primeiras vezes ou qualquer outro tipo de interação, esqueça.

O pequeno mal enxerga (somente 30 cm além do seu rosto) e a mãe é a única pessoa que ele reconhece pelo convívio na barriga, cheiro e necessidades fisiológicas (amamentação).

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Ele vai chorar mais no seu colo no que no dela, você não vai entender o que ele tem quer e como ele quer.

Isso vai deixá-lo desanimado no começo, mas puder dar um conselho de coração: persista. Quanto mais cedo criar laços com seu filho, maiores e mais duradouros eles serão.

Já apontei aqui um estudo que comprova a importância do laço paterno no desenvolvimento da criança.

Por isso, fale com ele, aprenda a segurar, trocar as fraldas, dê banho, coloque para arrotar, conte histórias para ele dormir, qualquer coisa que ajude a criar um vínculo com o pequeno.

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Com o tempo e a frequência, ele vai se acostumar com sua voz, cheiro, imagem e presença.

Aí você vai dizer que o recém nascido é frágil demais para seu mal jeito ou gestos brutos. Se você tiver cuidado, atenção e carinho, conseguirá fazer tudo que ele necessita tão bom quanto a mãe (é lógico que menos a amamentação).

Lembre-se: uma mulher não é preparada para ser mãe, um homem não é preparado para ser pai. Crie laços e exerça a paternidade participativa. Esse vínculo de amor entre pai e filho não tem preço.

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